Um mal Chamado Co-dependência
- 1 de jul. de 2016
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Identificação e Diagnóstico.
A Co-dependência é identificada por muitos profissionais como processo doloroso e quase onipresente em certos grupos de nossa sociedade. Estimase que 80% das pessoas são co-dependentes em algum grau. Timmon Cermak, no Journal of Psycoative Drugs (1986), sustenta que a Co-dependência pode ser definida dentro dos critérios DSM-III para os distúrbios mistos de personalidade. Ressalta-se que este problema se relaciona com doenças DSM estabelecidas, principalmente com o distúrbio de personalidade dependente. Acredita-se que nos encontramos diante de uma necessidade iminente de investigação de um grave distúrbio de personalidade. Mas enquanto não fizermos uma pesquisa conclusiva, não poderemos ser categóricos, classificando a Co-dependência como distúrbio de personalidade.
Uma vez que aceitamos que a Co-dependência existe em igualdade de condições com outros distúrbios de personalidade, como o distúrbio de personalidade limítrofe, narcisista ou dependente, deve ficar claro que ela deve ser tratada com o mesmo nível de preocupação.
Inicialmente, é muito difícil perceber a doença, pois os que dela sofrem podem se esconder atrás de uma máscara de adequação e sucesso destinada a obter aprovação. Ter dinheiro é uma das mais poderosas experiências que mascara a insegurança pessoal e a falta de auto-estima.
Os co-dependentes podem disfarçar seus verdadeiros sentimentos em relação a si mesmos, escolhendo as roupas certas, mantendo o cabelo sempre arrumado, vivendo na casa adequada e tendo os melhores empregos. Neste caso, a ausência de valor pessoal está frequentemente conectada ao que fazem ou não, o que representa boa parte dos conflitos internos.
Embora não exista um número exato de características que garantam que uma pessoa é ou não co-dependente, pode-se criar um panorama geral para facilitar a
identificação:

Relacionamentos destrutivos e forte tendência a ligar-se a pessoas com dificuldades;
Relacionamento primário com um dependente químico ativo durante pelo menos dois anos sem procurar ajuda externa;
Preocupação com o outro se transforma em obsessão;
Negligência pessoal x zelo excessivo pelos outros;
Autovalorização reduzida;
Recusa em gozar a vida;
Trabalho compulsivo;
Perfeccionismo;
Sentimento de culpa
Sentimento de obrigação;
Fuga de relacionamentos para não ter intimidade.
Fuga de compromissos.












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